O ensino da fé cristã na Península Ibérica
(séculos XIV, XV e XVI)

Sobre la seta mahometana o Impugnación de la secta de Mahoma

Atribuido a Pedro de Jaén (ou Pedro Pascual) Sobre la seta mahometana o Impugnación de la secta de Mahoma Séc. XIV.

Português

Sob a epígrafe O bispo de Jaén sobre a seita mahometana, o manuscrito do Escorial h-II-25 (s. xvi) transmite um extenso tratado, escrito em língua castelhana, de controvérsia contra o Islã e apologia da religião cristã.  

A obra apresenta uma divisão em dezesseis seções ou títulos, dos quais o primeiro e mais extenso trata de questões islamológicas, os doze seguintes expõem e comentam os principais episódios da vida de Cristo, e os três últimos incidem em questões-chave da apologética cristã contra judeus e muçulmanos, como são o culto às imagens e a defesa da trindade e da condição divina de Jesus Cristo. O conjunto é precedido por um prefácio e um prólogo. Após o último título, e sem nenhuma epígrafe que o introduza, encontra-se um opúsculo que denuncia o fatalismo muçulmano e defende o livre arbítrio, a justiça, a bondade e a graça divina. 

O primeiro dos títulos é dividido em oito capítulos de extensão desigual, dedicados respectivamente às seguintes questões: 1) promoção religiosa e política de Maomé, segundo as fontes muçulmanas; 2) esposas de Maomé; 3) contradições no Alcorão; 4) contradições nos livros da tradição muçulmana; 5) mentiras e vaidades contidas no Corão; 6) morte de Maomé segundo a tradição muçulmana; 7) conquista da Hispânia pelos mouros; 8) biografia e morte de Maomé, de acordo com os livros dos cristãos. Para os sete primeiros capítulos, as fontes principais são o próprio Corão, a Sīra de Ibn Hišām, relatos diversos (aḥādīṯ) da tradição muçulmana e crônicas hispano-árabes da conquista de Hispânia. Esta notável erudição islamológica pode ter sido adquirida oralmente, por meio de intérpretes muçulmanos, judeus ou cristãos, mas também, em grande parte, através de obras cristãs de controvérsia contra o Islã, quiçá assimiladas no curso de uma formação escolar em escolas de pregadores.

Por sua parte, o relato da vida e dos preceitos de Maomé segundo a tradição cristã procede, segundo precisa o autor, de um livro escrito em latim que lhe foi confiado e que ele se limitou a traduzir. De fato, o conteúdo desta biografia legendária é praticamente idêntico ao que oferece a anônima Vita Machometi (finais do séc. xiii) do manuscrito 50 da Biblioteca do Seminário de Pisa, ff. 81va-85rb, procedente da biblioteca do convento dominicano de Santa Catarina, em Pisa¹. Contudo, dentro desta mesma seção encontra-se um relato da viagem celeste do Profeta (al-miʿrāŷ), que foi certamente tirado do perdido Liber Halmahereig, redatado em castelhano por Abraham de Toledo e posteriormente traduzido para o latim por Buenaventura de Siena sob o título Liber scale Machometi².

Os títulos II-XVI têm uma orientação mais catequista do que controversa. O método expositivo é semelhante em todas as seções: em primeiro lugar, o redator resume o conteúdo dos principais episódios da vida de Jesus Cristo e os atos dos apóstolos, reunindo uma série de citações dos evangelhos; em segundo lugar, confirma a veracidade desses relatos mediante a exegese de passagens do Antigo Testamento, especialmente dos livros proféticos e dos Salmos; em terceiro lugar, introduz comentários e desenvolvimentos doutrinários baseados tanto nas epístolas de Paulo como na autoridade dos Padres da Igreja; ocasionalmente, adiciona digressões de conteúdo hagiográfico, milagres ou histórias de martírio. Entre as muitas obras doutrinárias cristãs que o autor pôde conhecer e usar, há uma que, com certeza, manejou primeiro: É a Legenda Áurea, do dominicano Jacopo da Varazze († 1298), de onde procede boa parte do conteúdo exposto nos títulos X (sobre a Ressurreição de Jesus Cristo); XI (como Cristo tirou os padres do inferno); XII (da Ascensão) e XIII (do Cinquesma), além de muitos outros episódios hagiográficos e argumentos apologéticos. 

Quanto ao opúsculo sobre o fatalismo muçulmano que se apresenta seguidamente ao título XVI, o redator afirma tê-lo composto em consequência de uma disputa mantida com alguns mouro tempos depois de haver concluído o tratado, porém esta declaração é contraditória ao fato de que sua inclusão aparece anunciada várias vezes no título I. A aparente incoerência convida a considerar que o conjunto do tratado mais o apêndice constituem uma unidade conceitual de fato, mas ao mesmo tempo, esse conjunto unitário poderia ser o produto de uma recensão posterior à primeira versão (ou rascunho) do tratado. 

Ao longo do texto, o modus operandi do redator baseia-se mais na compilação e paráfrase de textos do que na elaboração doutrinária original. Em todo caso, parece claro que ele não citava de memória a grande quantidade de passagens bíblicas e autoridades patrísticas que aduz, em vez disso, trabalha a partir de materiais livrescos que tinha à vista. Esta conclusão é, desde logo, contraditória com as declarações que faz em diversos pontos sobre as lacunas de sua memória e sobre a carência de livros dada sua condição de cativo.

A identidade do autor e a data da composição são duas questões controversas e ainda pendentes de uma solução definitiva. No prólogo, o redator declara ser Dom Pedro, bispo de Jaén, e que se encontra cativo dos muçulmanos em Granada. Em outras passagens, afirma que o ano em curso é o de 1300. Dado que está comprovado que entre 1296 e 1300 a cadeira episcopal de Jaén foi ocupada por um bispo chamado Pedro e que este morreu em cativeiro em Granada nos finais de 1300, parece, de início, legítimo atribuir-lhe a autoria do tratado que nos ocupa. Contudo, desde inícios do século xvii, tanto a tradição local de Jaén e de Granada como, sobretudo, a historiografia da ordem mercedária, identificaram o bispo Dom Pedro com Pedro Nicolás Pascual, um frade mercedário natural de Valência, que teria vivido entre 1225 e 1300, sempre consagrado às necessidades próprias de sua ordem: a predicação, a redenção de cativos e a fundação de conventos mercedários em distintas cidades do reino de Castela. Além do tratado anti-muçulmano, Pedro Pascual atribuiu-lhe a autoria de outros escritos doutrinários em castelhano e valenciano, que conservamos em vários manuscritos e incunábulos.

No desenvolvimento do processo de beatificação de Pedro Pascual, realizado entre 1645 e 1675, enquanto os principais pontos de sua suposta biografia foram fixados com pouco rigor, as obras que lhe foram atribuídas foram editadas pela primeira vez, mas não em suas versões originais, em espanhol ou valenciano, mas em uma tradução para o latim promovida por iniciativa do Cardeal Pedro de Salazar. A primeira edição dessas obras em seus idiomas originais, embora ainda acompanhada pela tradução latina de Salazar³, foi publicada em 1908, em Roma, pelo mercedário Pedro Armengol Valenzuela⁴.

Desde o final do século XIX, após a publicação de um conjunto de documentos do Papa Bonifácio VIII referente ao bispo de Jaén, Dom Pedro, até então praticamente desconhecidos⁵, foram submetidas a críticas boa parte das informações consignadas em sua biografia canônica e inclusive foi desmentida a existência histórica de Pedro Pascual, mercedário valenciano⁶. Ao mesmo tempo, os estudos filológicos de algumas das obras atribuídas a ele convidaram a questionar a tese tradicional sobre sua autoria e sua datação em finais do século XIII⁷.
Não obstante, nenhuma dessas reservas afetou a consideração do tratado Sobre la seta mahometana, que sempre foi considerado uma obra genuína, se não do frade mercedário Pedro Pascual, ao menos do bispo Dom Pedro. Somente o autor da edição mais recente do tratado⁸ arrisca uma hipótese alternativa: que a obra tenha sido composta na segunda metade do século XIV, não antes de 1352 (pelo sincronismo proposto no texto entre a data de redação e os cem anos transcorridos desde o martírio de Pedro de Verona), nem depois de 1392 (data da cópia do manuscrito El Escorial h-III-3, que transmite outro escrito atribuído ao bispo Pedro de Jaén).

Quanto à autoria, o exame de alguns dos materiais utilizados como fonte sugere um ambiente de composição fortemente influenciado pela literatura predicativa dominicana. Assim se explicaria o uso extensivo da Legenda Aurea, a familiaridade com a obra anti-muçulmana de Ramón Martí e o manejo da biografia de Maomé do códice de Pisan, proveniente precisamente de um convento dominicano. Por outro lado, a relativa coerência entre o que sabemos sobre o histórico Dom Pedro e as confidências que o redator faz sobre si mesmo, fazem suspeitar que o tratado tivesse sido composto em um meio onde se conservasse viva a memória do bispo cativo e em um tempo não muito posterior a seu falecimento. Uma hipótese tentadora seria localizar sua redação na própria diocese de Jaén durante o episcopado de Nicolás de Biedma (1368-1378 e 1381-1383), sob cujo mandato foi fundado, em 1382, o convento dominicano de Santa Catarina de Jaén.

Idioma nativo

Bajo el epígrafe El obispo de Jaén sobre la seta mahometana el manuscrito El Escorial h-II-25 (s. xvi) transmite un extenso tratado, escrito en lengua castellana, de polémica contra el Islam y apología de la religión cristiana.  

La obra presenta una división en dieciséis apartados o títulos, de los cuales el primero y más extenso trata sobre cuestiones islamológicas, los doce siguientes exponen y comentan los principales episodios de la vida de Cristo, y los tres últimos inciden en cuestiones clave de la apologética cristiana contra judíos y musulmanes, como son el culto a las imágenes y la defensa de la trinidad y la condición divina de Jesucristo. El conjunto va precedido por un prefacio y un prólogo. A continuación del último título, y sin ningún epígrafe que lo introduzca, figura un opúsculo de denuncia del fatalismo musulmán y defensa del libre albedrío y de la justicia, bondad y gracia divina. 

El primero de los títulos está dividido en ocho capítulos de desigual extensión, dedicados respectivamente a las siguientes cuestiones: 1) promoción religiosa y política de Mahoma según las fuentes musulmanas, 2) esposas de Mahoma, 3) contradicciones en el Corán, 4) contradicciones en los libros de la tradición musulmana, 5) mentiras y vanidades contenidas en el Corán, 6) muerte de Mahoma según la tradición musulmana, 7) conquista de Hispania por los moros, 8) biografía y muerte de Mahoma según los libros de los cristianos. Para los siete primeros capítulos las fuentes principales son el propio Corán, la Sīra de Ibn Hišām, diversos relatos (aḥādīṯ) de tradición musulmana y crónicas hispanoárabes de la conquista de Hispania. Esta notable erudición islamológica pudo haber sido adquirida por vía oral, por medio de intérpretes musulmanes, judíos o cristianos, pero también, en gran medida, a través de obras cristianas de polémica contra el Islam, quizás asimiladas en el curso de una formación escolar en escuelas de predicadores. Por su parte, el relato de la vida y preceptos de Mahoma según la tradición cristiana procede, según precisa el autor, de un libro escrito en latín que le había sido confiado y que se limitó a traducir. De hecho, el contenido de esta biografía legendaria es prácticamente idéntico al que ofrece la anónima Vita Machometi (fines del s. xiii) del manuscrito 50 de la Biblioteca del Seminario de Pisa, ff. 81va-85rb, procedente de la biblioteca del convento dominicano de Santa Caterina, en Pisa. Ahora bien, dentro de esta misma sección se encuentra un relato del viaje celeste del Profeta (al-miʿrāŷ), que fue seguramente tomado del perdido Liber Halmahereig redactado en castellano por Abraham de Toledo y posteriormente traducido al latín por Buenaventura de Siena bajo el título Liber scale Machometi¹⁰.

Los títulos II-XVI tienen una orientación más catequística que de controversia. El método expositivo es semejante en todos los apartados: en primer lugar, el redactor resume el contenido de los principales episodios de la vida de Jesucristo y los hechos de los apóstoles ensamblando una serie de citas de los evangelios; en segundo lugar confirma la veracidad de estos relatos mediante la exégesis de pasajes del Antiguo Testamento, especialmente de los libros proféticos y de los Psalmos; en tercer lugar, introduce comentarios y desarrollos doctrinales basados, bien en las epístolas de Pablo, bien en la autoridad de los Padres de la Iglesia; ocasionalmente, añade digresiones de contenido hagiográfico, bien sean milagros o relatos de martirios. Entre las muchas obras doctrinales cristianas que el autor pudo conocer y utilizar, hay una que, con seguridad, manejó de primera mano: es la Legenda Aurea del dominico Iacoppo da Varazze († 1298), de donde proceden buena parte de los contenidos expuestos en los títulos X (sobre la resurrección de Jesucristo); XI (de cómo sacó Cristo a los padres del infierno); XII (de la ascensión) y XIII (de la cinquesma), además de muchos otros episodios hagiográficos y argumentos apologéticos. 

En cuanto al opúsculo sobre el fatalismo musulmán que se presenta a continuación del título XVI, el redactor afirma haberlo compuesto a consecuencia de una disputa mantenida con unos moros tiempo después de haber concluido el tratado, pero esta declaración es contradictoria con el hecho de que su inclusión aparece anunciada varias veces en el título I. La aparente incoherencia invita a considerar que el conjunto del tratado más el apéndice constituyen una unidad conceptual de facto, pero a la vez, que ese conjunto unitario podría ser el producto de una recensión posterior a la primera versión (o borrador) del tratado. 

A lo largo de todo el texto, el modus operandi del redactor se basa más en la compilación y paráfrasis de textos que en la elaboración doctrinal original. En todo caso, parece claro que aquel no citaba de memoria la gran cantidad de pasajes bíblicos y autoridades patrísticas que aduce, sino que trabajaba a partir de materiales librescos que tenía a la vista. Esta conclusión es, desde luego, contradictoria con las declaraciones que hace en diversos puntos sobre las lagunas de su memoria y sobre la carencia de libros dada su condición de cautivo. 

La identidad del autor y la fecha de composición son dos asuntos controvertidos y todavía pendientes de una solución definitiva. En el prólogo el redactor declara ser don Pedro, obispo de Jaén, y hallarse cautivo de los musulmanes en Granada. En otros pasajes afirma que el año en curso es el de 1300. Dado que está comprobado que entre 1296 y 1300 la silla episcopal de Jaén fue ocupada por un obispo llamado Pedro y que este murió en cautividad en Granada a fines de 1300, parece, de entrada, legítimo atribuirle la autoría del tratado que nos ocupa. Ahora bien, desde inicios del siglo xvii tanto la tradición local de Jaén y de Granada como, sobre todo, la historiografía de la orden mercedaria, identificaron al obispo don Pedro con Pedro Nicolás Pascual, un fraile mercedario natural de Valencia, que habría vivido entre 1225 y 1300, siempre consagrado a los menesteres propios de su orden: la predicación, la redención de cautivos y la fundación de conventos mercedarios en distintas ciudades del reino de Castilla. Además del tratado antimusulmán, a Pedro Pascual se le adjudicó la autoría de otros escritos doctrinales en castellano y en valenciano, que conservamos en varios manuscritos e incunables.

En el curso del proceso de beatificación de Pedro Pascual, llevado a cabo entre 1645 y 1675, al tiempo que se fijaron con escaso rigor los puntos principales de su supuesta biografía, se editaron por vez primera las obras que se le atribuían, pero no en sus versiones originales, en castellano o en valenciano, sino en una traducción latina promovida por iniciativa del cardenal Pedro de Salazar¹¹. La primera edición de estas obras en sus lenguas originales, aunque todavía acompañadas por la traducción latina de Salazar, fue publicada en 1908 en Roma por el mercedario Pedro Armengol Valenzuela ¹².

            Desde fines del siglo xix, a raíz de la publicación de un conjunto de documentos del papa Bonifacio VIII referidos al obispo de Jaén Don Pedro, hasta entonces prácticamente desconocidos ¹³,
 se sometieron a crítica buena parte de las informaciones consignadas en su biografía canónica e incluso se desmintió la existencia histórica de Pedro Pascual, mercedario valenciano ¹⁴. Al mismo tiempo los estudios filológicos de algunas de las obras atribuidas a aquel invitaron a poner en cuestión la tesis tradicional sobre su autoría y su datación a fines del siglo XIII ¹⁵. No obstante, inguna de estas reservas afectó a la consideración del tratado Sobre la seta mahometana, que siempre se tuvo como obra genuina, sino del fraile mercedario Pedro Pascual, sí al menos del obispo Don Pedro. Únicamente el autor de la más reciente edición del tratado¹⁶ aventura una hipótesis alternativa: que la obra fuese compuesta en la segunda mitad del siglo XIV, no antes de 1352 (por el sincronismo propuesto en el texto entre la fecha de redacción y los cien años transcurridos desde el martirio de Pedro de Verona), ni después de 1392 (fecha de copia del manuscrito El Escorial h-III-3, que transmite otro escrito atribuido al obispo Pedro de Jaén).  

Por lo que toca a la autoría, el examen de algunos de los materiales utilizados como fuente sugiere un ambiente de composición fuertemente influido por la literatura predicatoria dominicana. Así se explicarían el amplio uso de la Legenda Aurea, la familiaridad con la obra antimusulmana de Ramón Martí y el manejo de la biografía de Mahoma del códice pisano, procedente precisamente de un convento dominicano. Por otra parte, la relativa coherencia entre lo que sabemos del histórico don Pedro y las confidencias que hace el redactor sobre sí mismo hacen sospechar que el tratado hubo de ser compuesto en un medio donde se conservase viva la memoria del obispo cautivo y en un tiempo no muy posterior a su fallecimiento. Una hipótesis tentadora sería localizar su redacción en la propia diócesis de Jaén durante el episcopado de Nicolás de Biedma (1368-1378 y 1381-1383), bajo cuyo mandato se fundó, en 1382, el convento dominicano de Santa Catalina de Jaén.

¹  Ed. A. MANCINI: “Per lo studio della leggenda di Maometto in Occidente”, Rendiconti della Academia dei Lincei, vol. X, ser. VI, 1935, 325-349.
²  Ed. J. MUÑOZ SENDINO, La Escala de Mahoma. Traducción del árabe al castellano, latín y francés ordenada por Alfonso x el Sabio, Madrid 1949. E. Cerulli, (1949) Il libro della scala e la questione delle fonti arabo-spagnole della Divina Commedia. Città del Vaticano, 1949, 11-263. R. ARNALDEZ et alii, Le livre de l’échelle de Mahomet. Paris, 1991.

³  Sancti Petri Paschassi Martyris, Giennensis Episcopi, Ordinis Beatae Mariae de Mercede Redemptionis Captivorum Opera. SS.D.N. Clementi Papae X sacramenta. Reverendissimi P.N.M. Fr. Petri de Salazar totius praedicti Ordinis Magistri Generalis iussu edita. Matriti, Ex Typographia Bernardi a Villa-Diego. Anno MDCLXXVI.
⁴  Ed. P.A. VALENZUELA, Obras de S. Pedro Pascual, mártir, obispo de Jaén y religioso de la Merced, en su lengua original, con la traducción latina y algunas anotaciones (4 vols.) Roma, 1905-1908.
Ed. F. FITA COLOMÉ,Once bulas de Bonifacio VIII, inéditas y biográficas de San Pedro Pascual, obispo de Jaén y mártir”  Boletín de la Real Academia de la Historia, 20-1, 1892, 32-61.
 Véase especialmente R. RODRÍGUEZ DE GÁLVEZ, San Pedro Pascual, obispo de Jaén y mártir. Estudios críticos. Jaén, 1903 y J. Riera i Sans, “La invenció literaria de Sant Pere Pasqual” Caplletre 1, 1986, 45-60.
 R. MENÉNDEZ PIDAL, “Sobre la bibliografía de S. Pedro Pascual”, Bulletin Hispanique 1902; reproducido en Boletín de la Real Academia de la Historia 46, 1905, pp. 259-266.
 F. GONZÁLEZ MUÑOZ. Pseudo Pedro Pascual. Sobre la seta mahometana. Valencia, 2011, especialmente 53-62.
 Ed. A. MANCINI: “Per lo studio della leggenda di Maometto in Occidente”, Rendiconti della Academia dei Lincei, vol. X, ser. VI, 1935, 325-349.
¹⁰  Ed. J. MUÑOZ SENDINO, La Escala de Mahoma. Traducción del árabe al castellano, latín y francés ordenada por Alfonso x el Sabio, Madrid 1949. E. Cerulli, (1949) Il libro della scala e la questione delle fonti arabo-spagnole della Divina Commedia. Città del Vaticano, 1949, 11-263. R. ARNALDEZ et alii, Le livre de l’échelle de Mahomet. Paris, 1991.
¹¹ Sancti Petri Paschassi Martyris, Giennensis Episcopi, Ordinis Beatae Mariae de Mercede Redemptionis Captivorum Opera. SS.D.N. Clementi Papae X sacramenta. Reverendissimi P.N.M. Fr. Petri de Salazar totius praedicti Ordinis Magistri Generalis iussu edita. Matriti, Ex Typographia Bernardi a Villa-Diego. Anno MDCLXXVI.
¹²  Ed. P.A. VALENZUELA, Obras de S. Pedro Pascual, mártir, obispo de Jaén y religioso de la Merced, en su lengua original, con la traducción latina y algunas anotaciones (4 vols.) Roma, 1905-1908.
¹³  Ed. F. FITA COLOMÉ,Once bulas de Bonifacio VIII, inéditas y biográficas de San Pedro Pascual, obispo de Jaén y mártir”  Boletín de la Real Academia de la Historia, 20-1, 1892, 32-61.
¹⁴  Véase especialmente R. RODRÍGUEZ DE GÁLVEZ, San Pedro Pascual, obispo de Jaén y mártir. Estudios críticos. Jaén, 1903 y J. Riera i Sans, “La invenció literaria de Sant Pere Pasqual” Caplletre 1, 1986, 45-60.
¹⁵
 R. MENÉNDEZ PIDAL, “Sobre la bibliografía de S. Pedro Pascual”, Bulletin Hispanique 1902; reproducido en Boletín de la Real Academia de la Historia 46, 1905, pp. 259-266.
¹⁶
 F. GONZÁLEZ MUÑOZ. Pseudo Pedro Pascual. Sobre la seta mahometana. Valencia, 2011, especialmente 53-62

Fernando González Muñoz
Universidade da Coruña

Edições Modernas

VALENZUELA, Pedro Armengol:  Obras de S. Pedro Pascual, mártir, obispo de Jaén y religioso de la Merced, en su lengua original, con la traducción latina y algunas anotaciones (vol. 4) Roma, 1905-1908.


GONZÁLEZ MUÑOZ, Fernando: Pseudo Pedro Pascual. Sobre la seta mahometana. Valencia, 2011.

Trecho traduzido e modernizado

Nos livros, os títulos e as rúbricas iluminam os corações daqueles que lêem e ouvem os livros para entender e falar brevemente o que está escrito neles, os parágrafos, as letras capitulares, pontos de interrogação e os outros aguçam e avivam os leitores para entender e compreender. Scriptum est enim yn Biblia, scilicet in Esdra: “Legerunt in libro leges Dey diserte et aperte ad intelligendum”. Sapiens etian dicit quod legere et non intelligere est, que significa isto: leram no livro da lei de Deus repartidamente abertos ao entendimento. E o sábio diz que ler e não entender é desprezar o que se lê. E se o livro for bem emendado, iluminado, paragrafado, pontuado, então mais rapidamente aquele que lê pode entender e dar a entender o que leu, separando claramente uma razão da outra. E isto demonstram fazer os parágrafos, as letras capitulares e os pontos feitos como se deve. E isto deve ser cuidado [mais] especialmente na escritura que trata da alma. 

Autor do documento: Atribuido a Pedro de Jaén (ou Pedro Pascual)

Título do documento: Sobre la seta mahometana o Impugnación de la secta de Mahoma

Data de Composição: séc. XIV

Lugar de composição ou impressão: Granada / Castela

Imagem: Manuscrito da Biblioteca El Escorial h-II-25